domingo, 17 de janeiro de 2016

Capitulo 39

Narração do Luan

Falei algumas verdades perto dela e parece que ela cedeu, mas continuava a me encarar. Juntei nossos lábios e passei minhas mão pelas laterais do seu corpo, ergui suas pernas e ela mesma encaixou na minha cintura.
Antes de tudo beijei seu pescoço, descendo pelo ombro, subia de novo e mordia sua orelha sentindo seu corpo arrepiar. Minhas mãos acariciava seu corpo sem pressa. Ela segurou meu rosto e me deu um beijo nos lábios. Depois daquele beijo tudo começou a esquentar da forma se só a gente sabia fazer.
Tirei a minha camisa e minha bermuda jogando pra qualquer lado. Voltei a beijar ela e dessa vez acariciando sua cintura e subindo para sua barriga, logo encontrei seus belos seios tirei aquela blusinha e beijei seu ombro descendo para os seios. Eu sentia sua respiração falhar algumas vezes e eu sorria agradecido por proporcionar coisas boas pra ela. Minha boca deslizava pela sua pele clara e arrancava arrepios por onde minha boca passava. Minha língua tocou seus biquinhos e ela se contorceu suspirando pesado. Uma das mãos segurava um dos seus seios e a outras estava por dentro do seu mini short, eu apertava ela contra meu corpo e ela já sentia meu membro acordado. Ela sem delongas, adentrou minha cueca e tirou meu pênis, me deu um sorriso safada e me fez levantar, deitei do lado dela e ela colocou a boca na cabeça do meu pênis, achei que ela ia me torturar mas suas chupadas e lambidas me mostraram outra coisa, ela estava insaciável e sorria fazendo o que ela mais sabia fazer, quando eu senti que estava chegando ao meu limite, segurei ela pela nuca e não deixei ela sair, assim me derramei dentro da sua boca, ela engoliu e se levantou indo em uma gaveta e tirou de lá uma camisinha, a puxei quando ela ficou no meu alcance e me sentei na beira da cama e a coloquei no meio das minhas pernas. Segurei as laterais da sua calcinha e desci devagar apreciando suas curvas, que desde que eu a conheci já existia. Assim que a sua calcinha tocou o chão a fiz sentar na minha coxa de frente pra mim, passei minhas mãos pelos seus seios e beijei seu pescoço e deixando uma marca minha. Ela colocou as duas pernas em volta do meu corpo e me fez deitar. Ela sentou sob meu pau sem penetrar e roçou várias vezes me fazendo apertar sua cintura. 
-Não tô aguentando mais! Senta logo! -Segurei sua bunda forçando o atrito do meu pênis e sua buceta. Ela riu e continuou o que estava fazendo. Segurei sua nuca e fiz ela aproximar do meu rosto. -Não me provoca, porra! - Sem paciência invadi sua intimidade bem úmida, ela riu com a minha pressa e ela mesma fez o trabalho de descer e subir me causando a melhor sensação. Apertei seus maravilhosos seios enquanto sentia sua bunda bater nas minhas coxas. Fiz ela levantar e a coloquei de quatro, eu adorava mandar e essa posição me dava essa liberdade. Puxei seu cabelo erguendo seu rosto, aproximei da sua orelha e penetrando dela falei algumas coisas. 
-Minha gostosa, fala que você é minha fala? -Pedi passando a cabeça do meu pau pelo seu clitóris. 
-Sou toda sua! Totalmente sua! - Falou com pressa 
-O que você é minha? Me fala? - Pedi manso
-Sou tua mulher, toda sua. De mais ninguém! -Ela pegou minha mão livre e levou até seus seios e eu os apertei entrando nela, Respirei ofegante e comecei a entrar e sair dela, meu pênis só aumentava e meu tesão era insaciável pelo corpo dela. Soltei seus seios e dei-lhe um tapa em sua bunda deixando minha outra marca ali. Ela rebolou mais pra mim e pedia por mais. Me coloquei de lado atrás dela que também estava deitada. Voltei a trabalhar penetrar nela e parecia que eu ia explodir a qualquer momento, uma idéia me tomou e eu decidi tentar. Tirei meu pau dentro dela e posicionei na entrada de trás. 
-Posso?- Perguntei 
-Luan, você é grande, vou ficar sem sentar 
-Vou com jeitinho! -Disse beijando seu ombro 
-Pode ser outro dia?- Sorriu sem graça e eu eu ri penetrando em sua intimidade, deixei que fosse outro dia que ela me desse essa fantasia que eu tanto queria. Logo percebi que ela gozaria, então eu acelerei e deixei que ela gozasse, tirei meu pênis dela por esta sem camisinha e gozei em sua bunda, único lugar que deu pra gozar.

Deitei exausto, ela ficou de bunda pro outro e beijou meu rosto. 
-Já vai? -Me olhou tão triste que me cortou meu coração.
-Não vou! Posso dormir aqui? -passei a mão pelo seu rosto suado 
-Sempre pode! -Seus olhos quase fechavam 
-Vamos tomar um banho! -Levantei e puxei ela que riu do meu cuidado. Tomamos um banho cheio de milícias, mas não passou disso. Apenas coloquei a minha cueca e ela vestiu minha camisa e uma calcinha bem pequena rosa. Fingi não ter visto e descemos pra comer. Não tinha muita coisa e o que deu fizemos um omelete e comemos rindo de algo que eu brincava. 
-Só sabe fazer ovo mesmo hein!- A provoquei 
-E o que você sabe fazer? -Me questionou rindo mas irritada 
-Fiz a Isabel, perfeita. -Me gabei
-Que eu saiba ela ficou por quase oito meses dentro de mim, nada mais certo eu ter feito mais ela! -Bia deu de ombro rindo 
-Você não fez com dedo!- acusei rindo 
-E você nem se lembra de como a fez! -Revirou os olhos 
-Queria saber por que engravidou de mim! -Suspirei 
-Nem eu sei! -Ficou olhando um ponto fixo.
Tinha tanta coisa que eu queria que fosse resolvido. 

-Nossa, a Laura deve está preocupada comigo! -Bia levantou da bancada e correu pro telefone da sala e discando o numero da irmã.
Por mais que fosse tarde a irmã dela atendeu a sua ligação, ficaram conversando por quase uma hora.
-Bia, chama ela pra vir aqui amanha, vou fazer um churrasco! - falei depois de planejar o dia de amanha na cabeça. Ela sorriu e perguntou a irmã, parece que aceitou o convite de bom agrado. Subi pegando o celular e disquei pro Marquinhos o meu amigo, sabia que ele não dormia cedo e falei do churrasco que teria no outro dia, ele disse que chamaria mais alguns amigos e eu concordei, liguei pro Sorocaba marcando o churrasco e dando o numero daqui de casa, falei com o Fernando e falei pra trazer suas duas meninas, a essa altura ele tinha duas filhas lindas que eu fazia questão que minha filha fizesse amizade com as duas. Chamei mais alguns amigos, Dudu, com seus três filhos.
Bia logo subiu e se deitou do meu lado, larguei no celular e me deitei com ela, ficamos nos beijando ate que o sono nos venceu.


Com 5 comentários eu continuo, se depender terá maratona.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Capitulo 38

Narração da Bianca
Luan depois que me resgatou me levou no hospital e logo fomos pra casa que ele tinha deixado pra eu cuidar da Isabel, segundo ele, dona Marizete e a Bruna não sabiam dessa historia do sequestro, e ele disse que não queria que elas soubessem.
-Gente, eu quando fugi da casa que eles me deixaram, eu acabei pegando uma arma que eles estavam, não sei dizer se foi a mesma que me atiraram - Eu disse tirando a arma do chão do carro, não entraria dentro de um hospital com uma arma, então decidi só falar depois.
-Você não atirou com essa arma né? - o detetive perguntou
-Não, eu só peguei pra me defender se acontecesse algo.
-Ok, depois vamos investigar sobre isso. Coloca essa arma essa sacola que eu vou levar pra tirar toda as impressões digitais... - Ele foi explicando tudo e eu assenti já meio cansada
Depois de entregar a arma entrei dentro de casa e fui direto tomar um banho evitando que a agua tocasse o meu pé machucado. O meu banho foi bem longo, e lembrei de tudo que eu passei nesses dias.
-Bia, vai demorar muito? Eu quero buscar a Bel pra te ver.- Luan bateu na porta
-Vai lá e busca ela. Vou demorar mais um pouco.
-Tá ok. Vê se não acaba a agua do condomínio! - Acabei esboçando um sorriso e ele foi.
Depois de um tempo, sai me enrolando no roupão e cacei uma roupa pra vestir, assim que eu me vesti ouvi o carro do Luan chegando. Terminei de me pentear e logo ouvi os gritos da Isabel me chamando.
-Mamãe... - Ela deu o ultimo grito entrando no quarto e assim que me viu abriu os braços correndo pra mim que eu a peguei enchendo minha pequena de beijos.
-Saudade da minha pequena!! -Falei colocando ela na cama e sentando do lado dela.
-Sadadi! - ela retribuiu meus apertos
-Cadê o papai? - perguntei
-Foi pegar o papa! - falou confusa
-Comida? - ela assentiu - Ó tia Bubu fez! - mostrou as mãos com as unhas pintadas de rosinha claro.
-Que linda filha. - sorri pra ela.
-Bia, vem comer ou eu levo ai pro quarto? - Luan falou do andar de baixo
-To descendo! - Falei. Fomos pro andar de baixo, Luan arrumava a mesa. - Comprou comida é? - sorri
-Sim, a gente já almoça - riu por ser cedo ainda, mas a fome era tanta que eu não ligaria de comer o que tivesse. Nos sentamos e comemos, nossa não lembrava como era bom comer bem. Isabel beliscou do meu prato mesmo, já que ela tinha acabado de tomar café.
Eu não sabia o que seria dali em diante.
-Bom, vou ligar pra Laura, pra vim me buscar - falei levantando
-Fica aqui, eu vou ficar muito preocupado com vocês -Luan disse levantando também
-Luan, você deixou claro que não queria que eu ficasse aqui
-Bel, vai pra sala, brincar- Luan disse pra nossa filha, ela levantou e foi saltitando. -Bia, eu quero pedir desculpas por tudo que eu te fiz sofrer, o que eu te fiz passar, eu fico nervoso quando você sai dos meus limites. Você é muito importante pra mim - Ele se aproximou pegando na minha mão
-Eu fiquei muito magoada, Luan
-Eu sei, eu te peço desculpas por isso.
-Eu não sei posso te desculpar, por que quer tanto que eu volte pra essa casa? Pra tentar me...
-Não, não. Eu vou fazer diferente. Eu quero que seja diferente. -Ele tentou me beijar mas eu desviei
-Me prova que você vai ser diferente!
-Eu to aqui te pedindo pra ficar não é suficiente?
-Por tanta coisa que eu passei a única coisa que você deve sentir de mim, é culpa. Você não acha
-Por favor Bia, eu to aqui te pedindo pra ficar, eu gosto realmente de você, e te quase te perder foi um balde d'agua fria pra mostrar que eu gosto muito de você. Mas por favor, fica! - ele me olhou no fundo dos meus olhos, fiquei em silencio tentando pensar em como fugir, não queria me magoar de novo.
-Não quero me magoar outra vez
-Eu vou mudar, só fica pra te mostrar que eu sou diferente, que eu não sou aquele cara que te tratava mal. - ele me abraçou mesmo contra vontade.
-Mamãe...- Isabel apareceu na cozinha e eu me soltei dos braços do Luan sem jeito.
-Vamos subir, filha?
Ela assentiu.
-Papai! Vem - Luan que já queria ser incluído, sorriu todo feliz e pegou a filha no colo. Ele subiu com ela e eu arrumei as louças. Subi e o Luan estava cantando uma musica pra ela que estava deitada em seu peito. Sorri de lado com tamanha simplicidade deles dois.
-Deita aqui - Luan se afastou pra eu deitar no meio deles, serrei os olhos e ele riu depois da Isabel ter oferecido mais espaço pra mim. Acabei cedendo e deitando no meio deles, Luan se aproximou mais e colocou a mão na mina cintura acariciando. Senti seu hálito quente em meu pescoço, me arrepiei e fechei os olhos.
-Mimiu, mamãe? - Bel passou a mão pelo meu rosto
-Não amor, to acordada ainda, mas logo, logo a mamãe dorme, to com soninho - Sorri de lado.
-Bel deixa a mamãe descansar - Luan falou pra filha que apenas assentiu com um sorriso no rosto, ela deitou no meu peito e ficou brincando com os meus cabelos interessada em ouvir a musica que o Luan cantava ao pé do meu ouvido, assim eu dormi. Não tive noção de quanto eu dormi, só sei que já era bem escuro quanto eu comecei a me mexer na cama e eu estava confortavelmente agarrada ao Luan que tinha seu rosto afundado no meu pescoço e respirava calmamente. Isabel não estava deitada do meu lado e me preocupou um pouco.
-Luan...- sacodi ele e ele resmungou - Luan acorda! - falei me soltando dele mas ele me agarrou me impedindo.
-Fica aqui, tá tão gostoso. -passou as pernas em volta do meu corpo me prendendo.
-Cadê a Bel, Luan?
-Bruna passou aqui e levou ela pra casa dos meus pais, vai dormir com ela
-Poxa, Luan. Queria ficar com ela - me soltei dele me sentando
-Calma, deixa ela lá um pouquinho. Quero ficar aqui com você, quietinho - Olhei pra ele de lado e ele me abraçou me fazendo deitar novamente.
-Como vamos ficar?
-Juntos!
-E a Aline?
-Quando ela voltar vou conversar com ela e tentar de forma boa nos separarmos.
-Você quer isso mesmo?
-O que? Me separar?
-Também, mas to dizendo se você quer mesmo ficar comigo.
-Eu nunca amei a Aline você deve perceber isso - sorriu fraco - e quando passou na minha cabeça que eu podia te perder sem ao menos tentar te da uma chance de construir uma família com você.
-E porque não a Aline? Vocês já são casados, podem construir uma família
-Não, eu não quero ela, eu quero você - ele deu um giro ficando por cima e me prendeu ali me encarando. - Dá pra entender que eu sou louco por você? Que você pode fugir, tentar namorar outros caras que nenhum outro é capaz te ter fazer tão minha como eu sou capaz de fazer!
Seu rosto estava tão próximo, que eu não conseguia pensar em uma resposta pra me livrar do Luan, ele vendo que eu não tinha como fugir se aproximou colando nossas bocas num beijo intenso e cheio de saudades.


Vai rolar recaída? hahahaha

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Capitulo 37

Cheguei a cochilar dando o tempo do Luan conseguir alguma ajuda, mas logo acordei com um carro passando rápido, tão rápido que não deu tempo de levantar e correr pra pedir ajuda. Mais uma chance desperdiçada. Suspirei cansada e com uma angústia sem fim no peito. Saudades da minha pequena. Me vi discando outra vez seu número é assim que eu liguei ele atendeu.
-Nossa até que enfim! -Ele disse assim que atendeu -Fica na linha, vamos rastrear o celular! - Uma ansiedade me tomou, e eu torcia pra conseguir o mais rápido possível.
Outro carro estava passando mas percebi que andava devagar, até pensei em parar mas se fosse um dos sequestradores? Me escondi o máximo que eu pude, e eles passaram realmente me procurando.
-Bia, Bianca? - Ouvia a voz do Luan me chamar no telefone mas fiquei quieta, não podia arriscar deles me ouvirem. -Bianca eu sei que você tá aí, to ouvindo sua respiração - bufou irritado.
-Eles já sentiram minha falta e já já aqui fica claro e eles vão me achar! -Chorei bem baixinho.
-Calma, Bia. Vamos te achar! -Ele tentou me confortar, eu respirava rápido, engolindo o choro. O carro voltava de novo e eu levantei correndo pra dentro da mata.
-Bia o que tá acontecendo aí?
-Estou correndo pra mata, eles estão me procurando! -Falei um pouco ofegante.
-Bian...ta...tando...ligação!
-Não sei pra onde ir! -Falei desesperada.
A ligação caiu e eu tentei ligar outra vez, sem sucesso. A rede não pegava ali no meio da mata, então voltei pra onde eu estava, vi o carro encostado e não soube o que fazer. Decidi correr pra mata e meu pé voltou a doer. Tentei andar muito mas a dor foi ficando insuportável e desisti caindo sentada no chão. Voltei a chorar e cacei o celular na cintura. 6% estava voltando o sinal e eu voltei a discar seu número, logo ele atendeu.
-Meu Deus! Por que não retornou?
-Estava sem sinal. Consegui agora. Estou com 6% de bateria, não pode me localizar mais rápido? - pedi

-Conseguimos !! - Ouvi uma voz de homem no fundo e em seguida do Luan confirmando que eles conseguiram localizar.
-Onde eu estou?
-Saindo de São Paulo em direção a Curitiba, estamos indo pra ai!
-Cuidado! Vem fica com Deus! - Falei sincera.
-Fica com Deus também, Bia.
Desliguei o telefone pra não descarregar mais, agora já tinha 5%. Me permiti sonhar em ser feliz e acabei com algumas lagrimas.

Narração do Luan.

Depois que conseguimos rastrear o celular que a Bianca estava, saímos em disparada, Fernando até achou melhor levar a policia junto mas eu disse que eu não queria chamar atenção com o meu nome envolvido. Ele teve que aceitar e então fomos todos no carro do Fernando já que era o mais discreto. Quando chegamos na estrada que foi localizada já dava pra ver que estava enclareando o dia e ficaria mais fácil de achar ela. Agora eu liguei pro numero dela e chamou, logo ela atendeu.
-Bia, vai pra pista pra te encontrarmos, já estamos aqui na estrada
-Já? Estou indo! - Ela disse um tanto animada. Andamos bem devagar e logo avistei ela, chegou a escorregar nas pedras e eu ate achei que ela tinha se machucado mas não, levantou logo e correu na minha direção que a essa hora eu já estava fora do carro, me segurando pra não chorar, aquela menina estava tão suja, tão maltratada. Ela correu na minha direção e eu percebi que ela estava mancando mesmo correndo, mas assim que entrou em contato comigo me abraçou e eu retribui a puxando pra mim, ela entrelaçou suas pernas na minha cintura e chorou o máximo que pode.
-Calma, vai passar. Eu to aqui! - Falei passando as mãos pelos seus cabelos
-Obrigada por vim me salvar, sem você, eu não seria nada! - Desceu do meu colo mas antes me abraçou de novo - Eu te amo! - ela se afastou sem esperar eu responder e eu indiquei que ela deveria entrar no carro.
-Bia, esse é o Fernando que nos ajudou, ele é detetive.- Falei apresentando
-Obrigada também por ajudar, sou pra sempre grata ao senhor. - falou emocionada.
-Que isso! - Fernando sorriu de lado e já estávamos a caminho de casa.
Bia começou a mexer no pé, suspeitei que estivesse machucada.
-O que aconteceu no pé? - perguntei curioso
-Primeiro eu torci, depois eu tomei um tiro que ficou muito feio, mas passou raspando.
-Como assim um tiro, Bianca? E você vem falar isso na maior naturalidade?
-Agora está inflamando, depois de ter andado tanto descalça.
-Vamos pra um hospital agora! Está louca!
-André conseguiu levar um medico lá, ele deu pontos e mandou tomar analgésicos.
-E foi o André que te deu um tiro? - perguntei tentando segurar a minha raiva.
-Não, eu tentei fugir ontem de dia, pedi pra ir no banheiro e na casa não tinha, eles amarraram um nó no meu braço e me levou, achei uma ótima oportunidade de fugir, só que com o tempo correndo torci o pé e em seguida tomei um tiro de um deles. Nessas horas eu não sabia quem tinha realmente me sequestrado, fui saber horas mais tarde, que foi o André - Ela abaixou a cabeça chorando
-E você ainda querendo ir pra Curitiba! - Falei abraçando ela de lado - Não vou deixar você fugir tão fácil de mim.
Logo chegamos no hospital particular e ela foi atendida. Receitaram que ela ficasse de repouso ou teria complicações. Receitaram também que ela tomasse uma serie de remédios e higienizaram o pé dela o enfaixando em seguida.


Luan a encontrou hahaha Quero comentários haha. To adorando vocês comentando sobre a fanfic!

domingo, 10 de janeiro de 2016

Capitulo 36

Narração da Bianca

Depois que eu acordei percebi um cara analisando o ferimento do meu pé.
-Oi - ele disse ao me ver acordada
-Quem é você?
-André me chamou pra ver seu pé. Eu sou medico
-Ah sim
-Esta doendo muito não é? Por sorte a bala não entrou e passou direto. Vai levar alguns pontinhos - ele disse observando o ferimento.
Ele logo tratou de limpar o ferimento e tomei uma anestesia que não deu muito certo, tive que me fazer de forte por conta da dor forte que eu senti. Por fim eu estava com o pé enfaixado e com muita dor. Ele passou alguns analgésicos pra dor.  Quando deu a noite André saiu. Decidi pegar o celular que ainda estava ali, com um pé só fui pulando aproveitando que os caras que me segurava ali não estavam por perto. Peguei o celular verificando que tinha bateria, percebi que não era o meu. Guardei na cintura, verificando se não iam perceber o celular ali. Logo voltei pro meu lugar. Eles me deram o jantar e acabei comendo mais do que eu imaginava comer.
-Quando vão me soltar? - perguntei quando um dos caras veio buscar o prato.
-André vai ligar pro seu namoradinho amanhã.
-Ele não é meu namoradinho! - revirei os olhos
-Que seja! Ele liga amanhã. - Ele saiu.

A madrugada chegou e eu fiquei atenta em não dormir, os caras trocavam em me vigiar, cada hora um vinha e eu fingia estar dormindo e eles acreditavam, acabou que em uma certa hora eles pararam de fazer e eu fui devagar pra verificar, os dois dormiam numa cadeira e eu vi oportunidade. Tinha uma arma perto deles e eu fui no máximo do silencio e a peguei colocando na cintura, agora era passar por aquela porta sem fazer barulho, não deu outra, consegui finalmente sair.
Agora era a dor no meu pé que me impedia de correr ou ir mais rápido, tinha um carro do lado de fora verifiquei que estava trancado então não ia voltar pra ter o risco deles me pegarem. o chão era de areia e eu segui os rastros dos pneus que o carro fez. Andei bastante mas encontrei uma estrada, continuei a andar e quando não aguentava mais e sentei num canto bem escondido e peguei o celular.
Respirei fundo e forcei a memoria pra lembrar o numero da Laura, sem sucesso eu discava o numero do Luan, mas eu temia ele não acreditar. Acabei ligando, chamou, chamou, chamou ate cair. Liguei outra vez e aconteceu a mesma coisa. Será que ele estava em dia de show? Liguei outra vez e ouvi a voz dele, quase não acreditei.
-Luan? Ai meu Deus! - Chorei emocionada
-Bia? Bianca? Onde você esta? Sua irmã está preocupada com você! - Ele não estava preocupado comigo!
-Luan, eu estou perdida numa estrada sem fim. André me sequestrou e queria tirar dinheiro seu. Agora de madrugada eu consegui fugir, mas não sei por quanto tempo. Me ajuda!
-André? Seu primo? Por que ele quis te sequestrar? Isso tá muito estranho...
-Luan acredita em mim, por favor!
-E onde você esta?
-Eu não sei! Só tem mato por aqui e o pior é que essa estrada é deserta não aparece um carro! - chorei - sem contar que meu pé dói. Não consigo andar mais, se não eu andava ate achar uma casa! - suspirei
-Não tem nada ai? Uma placa que seja!
-Nada, Luan! Me ajuda!
-Vou com o meu pai na delegacia, temos que fazer um boletim!
-Policia não por favor. Vai dificultar mais.
-Não tem como te ajudar assim, Bianca! - ele falou irritado
-Luan, faz o que achar melhor. Mas por favor, me ajuda!

Ele acabou desligando e eu fiquei ali tentando descansar o meu pé que doía. Um tempo depois voltei a andar, cuidando pra não pisar tanto com o pé machucado, não sei o certo quando comecei a chorar mas tudo que eu pensava era que no fim tudo podia ficar bem. Assim eu esperava.

Narração do Luan

Depois daquela ligação da Bianca, eu liguei meu carro novamente e sai em disparada pra minha casa, eu tinha uma certa desconfiança mas meu coração pedia que eu a salvasse de qualquer mal.
Deixei meu carro na rua mesmo e entrei desesperado em casa, meu pai apareceu da cozinha assustado.

-Luan, aconteceu alguma coisa?- Ele tinha percebido a minha expressão assustada.
-A Bia, ela me ligou e disse que esta numa estrada deserta eu não entendi direto mas to muito preocupado...- eu disse ofegante.
-Como assim esta numa estrada deserta?
-André a sequestrou e ia pedir dinheiro, ela conseguiu fugir agora e não sabe esta!
-Vou ter que chamar o Fernando, o investigador. - eu assenti vendo ele pegar o telefone e discar pro nosso amigo de família. Fernando era mais que um amigo de família e seu trabalho era muito sigiloso, ele dizia que qualquer ajuda seria bem-vinda aqui a nossa casa e eu não deixaria de pedir dessa vez. Em meia hora o nosso amigo chegou e antes que ele chegasse verifiquei que Bruna e minha mãe dormiam. Não queria colocar as duas nessa historia.
Expliquei toda a situação do começo ao fim e por fim ele disse que colocaria uma escuta no meu celular pra identificar o local que ela estava, mas eu teria que esperar ela ligar, o que demorou uma eternidade pra mim...


Capitulo pequeno mas só pra não deixar vocês sem nada hoje. Amanha eu posto mais. Amo vocês <3

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Capitulo 35

-Vocês deveriam ter mais responsabilidade! Ainda da um tiro nela, vocês são loucos? - Eu conhecia essa voz... Não. Não. Não acredito que era o André...
Acabei não ouvindo mais nada e passei aqueles minutos pensando no que eu errei nessa vida pra merecer tanta humilhação.
-Bianca! - Ouvi a voz que eu menos imaginava e ergui a cabeça.
-André, a pessoa que eu menos esperava esta aqui! - Falei com uma voz sofrida, talvez pelas lagrimas que já tinham descido pelo meu rosto.
-Não era pra ter acontecido desse jeito, falei pra esses dois não darem mole. Mas você também hein! Querer fugir
-André eu te odeio!
-Para com isso Bianca! Me odeia nada! Te dei o melhor e você me deixou
-Para de drama que esse não é o seu forte! Eu te dei o que eu pude, Luan tirou a pensão de mim
-E do que ta vivendo? - riu - Vai dizer que arrumou um emprego? - falou debochado
-Ainda não consegui nada, mas assim que eu puder vou conseguir.
-Te admiro por isso - apontou o dedo pra mim - Persistente, batalhadora, uma pena ter nascido no berço errado, ter o pai que tem - apertou minha bochecha como aquele outro cara fez mais cedo.
-Não fala do meu pai!
-Ah bonitinha defendendo o papai. Seu pai é um trouxa! Gastava toda a grana que tinha em maconha, cocaína, drogas de todo tipo. Coitado, nem no inferno querem ele. Ta vagando pelo nosso mundo! Sem ter o que ter na vida. Sem dinheiro, devendo até os últimos cabelos! Bianca deveria ajudar ele, coisa feia saber que o papaizinho esta passando necessidades! Sem falar da mamãezinha - ele sorriu sínico.
-Por favor... Para! Eu não aguento mais. Não me faz perder a cabeça... Eu preciso ser feliz! - As minhas lagrimas se misturavam com os soluços que saiam pela minha boca.
-Estou apenas começando. Você não viu nada Biazinha. - ele parou por um momento me olhando - Eu sinto muito mesmo, mas felicidade está longe da sua vida! Nem o Luan te quis por pena! Na verdade você trocou ele pelo playboyzinho né? Quem faz mais amor? O Luan ou o...? Qual o nome dele? Matheus, filho do empresário Afonso... - riu- Lembra dele Bia? Seu segundo cliente depois do Luan.
-Por que faz isso comigo? Me humilhar? Qual é a sensação de ver outra pessoa sofrer?
-Vamos dizer que a sensação vem depois... - riu - O que eu quero agora é muito dinheiro do Luan... Muito. Será que ele tem 10 milhões?
-André não sei se você sabe, mas o Luan não ia pagar sequer um real pra me ver livre da morte. Imagina 10 milhões. Você está louco só pode.
-Já disse que ele vai pagar. Por bem ou por mal.
-Ele me mandou trabalhar que do dinheiro dele quem só ia usar era a filha dele. Então não vem acreditando que ele vai pagar pela minha vida... Porque não vai.
-Que bonitinha, chorando por macho... Coitada. Menina. Aprende, homem não merece essas lágrimas! - ele falou irritado - Para de chorar porra! -e ele gritou e aquilo me assustou. - Eles já viram seu pé? - neguei - deixa eu ver isso - ele pegou no meu tornozelo e eu reclamei de dor -O que é? Nem toquei no machucado! - pegou de novo e eu gritei de dor.
-Eu torci o tornozelo antes de tomar esse maldito tiro! -falei com dor.
-Só você mesmo pra acontecer essas coisas, viu! -Levantou e saiu.
Eu acabei adormecendo, estava fraca. Mas logo acordei com as vozes.
-Ou acorda! - um deles falou.
-Que é? - falei me mexendo e vendo ele próximo
-Trouxe pra você, come logo antes de falar que esta frio! - ele me entregou e realmente estava quente, aproveitei e comi mesmo que não fosse uma das melhores comidas que eu já comi. Comi o suficiente pra me manter em pé e logo larguei o resto o cara que me trouxe a quentinha pegou o prato e saiu. Olhei pro meu pé e estava feio, se eu não fosse pro hospital logo aquilo pioraria, mesmo que fosse de raspão, aquilo ficou feio.
-Alguém pode ver meu pé por favor? - Gritei do quarto e logo lembrei do celular que ali tinha, me estiquei o máximo e ele ainda estava ali, já tinha me esquecido.
-André foi atrás de um medico clandestino! - o outro falou
-Acho que estou com febre! - falei sentindo uma dor aguda no pé.
-Daqui a pouco o André chega! - Ele disse me olhando preocupado.
Demorei pra criar uma posição que me agradasse. Meus olhos pesavam e eu não conseguia ficar com os olhos muito tempo abertos. Logo apaguei.

Narração do Luan

Quando eu voltei logo entrei em casa, a procura do meu pai.
-O que aconteceu? - falei assistindo uma moça chorar no sofá da sala.
-Ela é a irmã da Bianca e disse que ela desapareceu, tem dois dias. Desde que veio falar com você
-Como assim ela sumiu? Ela saiu daqui de taxi e tudo! - falei olhando pra mulher que estava sentada que logo levantou com a minha aproximação.
-Ela disse que viria falar com você, eu sai pra trabalhar e a deixei se arrumando em casa, mas no final do dia quando eu cheguei ela não estava lá, eu até achei que ela tinha feito as pazes com você, mas estranhei o seu sumiço, nem uma ligação pra dizer que estava bem... No outro dia passou e como eu tinha chego tarde e tinha tentado de todas as formas falar com ela, decidi vir procurar por ela, seus pais disseram que não estava com você, e agora estou desesperada.
-Ela não tinha aquele cara lá? Vai ver ela foi pra lá! - dei de ombro tentando soar um pouco frio sem entregar a minha preocupação de fato.
-Não. Eles terminaram, Bia contou pra ele sobre o que aconteceu antes e ele não aceitou, e terminaram. Ela não ia pra lá
-Serio, eu não sei. Se fosse sequestro saberíamos logo. A única alternativa é que ela não quer ver ninguém. Ela não foi pra Curitiba?
-Você é o único que eu posso contar, estou muito preocupada com a minha irmã! - Ela derramou algumas lagrimas -Mas tudo bem se você não querer saber dela, é um direito seu! - Ela limpou as lagrimas, ela se parecia com a Bianca mesmo, orgulhosa.
-Eu não sei bem o que fazer, estava indo viajar... Fazer meus shows! - Falei me sentando tentando imaginar onde a Bianca estaria.
-Me desculpa, eu sinto muito... Bem era só pra avisar mesmo. Cuidem bem da minha sobrinha, por enquanto eu só tenho ela. - ela falou deixando algumas lagrimas caírem e saiu rapidamente dali. Olhei para os meus pais e eles se entre olharam preocupado.
-O que vocês acham que eu devo fazer? - perguntei a eles
-Ouve seu coração!
-Ele me diz pra correr atrás pra saber - suspirei derrotado
-Então faz o que ele manda
-Mas eu to cheio da minha vida esta em torno da vida da Bianca, eu quero esquecer ela e tudo que envolve ela. Mas tudo volta e eu fico perdido
-E você quer se afastar dela? - meu pai se sentou do meu lado
-É o que mais quero! - sorri
-E por que corre?
-Sou casado, pai.
-Você ama a Aline? - ele perguntou a pergunta que eu ando e perguntando desde o dia que aceitamos a namorar
-Mas é claro que ele ama a Aline, Amarildo! - Minha mãe defensora da Aline falou
-Eu não sinto e nunca senti nada pela Aline, eu me vi com 30 anos quando eu vi que eu não encontraria ninguém pra sentir o que eu queria sentir. Então veio a Aline, e me casei, porque eu não precisava correr atrás de outra. Aline já tinha sua vida boa não era controladora, nem tão pouco ciumenta. Hoje ela tem ciúmes ate da minha filha! - Suspirei passando a mão no cabelo.
-Isso é normal meu filho - Minha mãe disse
-Não é normal Mari, já venho percebendo que a Aline controla ate a conta bancaria do Luan, não se pode mexer em nada sem ela saber.
-Ta vendo, ate no meu dinheiro ela quer saber.
-Preocupação! Eu me preocupo mas confio no seu pai. A Aline só quer o seu bem
-O amor dela é doentio, mãe. Está comigo por me amar mais do que ela se ama. Eu posso explodir com ela, trair ela na cara dela que ela continua ali
-Isso é amor! Ela te ama acima de tudo, esmo você fazendo suas gracinhas ela acaba percebendo que no fundo no fundo à um amor por ela no seu peito
-Nunca amei ninguém dessa forma mãe. Eu achei que depois do casamento eu fosse me ajustar mas não, não vi resultado. Na verdade eu vi, estou gostando da Bianca mas vejo também que ela não é a mulher certa. Ela já veio de um caminho torto e agora não tem como concertar
-Bianca é chave de cadeia, se aparecer ai com sequestro tenha certeza que é um golpe pra acabar com seu dinheiro!
-Mari, não fala bobagem! - meu pai a arrependeu
-Pai o senhor vai no escritório né? Pede pra desmarcar a agenda até semana que vem? Quero ficar com a minha filha, se quiserem faço ate um vídeo pedindo desculpas a quem ia nos shows. - falei sentido
-Tudo bem, vai descansar um pouco que depois você faz um vídeo explicando - meu pai bateu no meu ombro e eu subi, ainda escutei as vozes dos meus pais discutindo sobre a minha relação mas preferi fingir que não ouvi, me deitei na cama puxando a Isabel pra dormir comigo. Mas o sono não vinha e a preocupação com a Bia aumentava, ela nunca sairia ou fugiria sem a nossa filha, por mais que ela queira. Com esses pensamentos perturbados acabei adormecendo.

Acordei com os beijos da minha princesinha e logo lembrei da mãe dela, onde essa mulher foi se meter?
Fiquei na cama mimando a minha filha e depois levantamos, descemos com ela animada, Bruna estava de folga e ia pra piscina com ela, fiz Isabel comer e comi também.
Em minutos a Bruna e a minha filha já estavam na beira da piscina.
Fiz o vídeo pedindo desculpas pelos shows e compromissos que eu não faria nessa semana e falei que iria voltar em casa estado pra fazer como prometido.
Mandei o vídeo pro escritório e fiquei em casa no meu canto pensando onde a Bianca podia ter se metido.
Mais a noite sai pelas ruas de São Paulo de carro sem rumo mas olhava atendo com a esperança de eu encontrar ela por essas ruas.
Acabei andando demais e meus pais me ligavam direto. Acabei deixando no silencioso e continuei a andar, me bateu uma angustia e acabei parando na calçada deixando as lagrimas escaparem sem ao menos ligar por onde eu tenha parado. Depois de um tempo o choro cessou e eu enxuguei os olhos e vi o celular piscando, o peguei vendo que não era um numero conhecido, eu tinha que atender?


Luan atende ou não atende? E quem será hein? hahahaha. Pra quem disse que era o André que sequestrou a Bianca, acertoooou, mas será que a Aline está por trás tbm? Vamos ver hahaha.
Em relação aos comentários, podem vir anônimo, publico... mas que seja um comentário construtivo e sem xingamentos contra mim. Quem comentar por anonimato coloca no final do comentário o nome lá e pronto ;) Fico muito feliz com cada comentário :*
Acho que hoje não tem mais capitulo a noite mas caprichem nos comentários hahaha

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Capitulo 34

Me sentia presa em algo, ainda de olhos fechados eu sentia a dormência que vinha da perna e aquilo me incomodou quando eu tentei me mexer. Mas era claro eu estava presa numa corda e sentada numa cadeira. Meus olhos pesavam e eu me perguntava quem faria aquilo comigo.
Escutei vozes do outro lado da porta que provavelmente estava trancada. Olhei a minha volta e apenas tinha um colchão imundo perto de mim e distante tinha uma janela, dava pra ver pela fresta da janela que estava de dia, tinha um sol que vinha lá de fora.
Tentei me mexer sem sucesso, mas fez com que as pessoas que estavam lá fora vir até onde eu estava.
-Já acordou a mocinha - Um deles falou, eu não os conhecia, até tentei forçar a memoria mas nada me passava.
-Por que eu estou aqui? - Perguntei indo direto ao que eles queriam.
-Não imagina porque está aqui?
-Não, de onde vocês são? - Perguntei

-Aqui quem faz perguntas são a gente e você fica quietinha, se não eu esqueço tudo que o chefe mandou fazer e faço tudo que eu quero fazer! - O outro disse mais carrancudo com uma arma na mão. Já tinha visto uma arma de perto, André sempre utilizavas armas, e eu já presenciei uma briga na boate em que foi preciso ser utilizada a arma.
-Acho que você pegou a pessoa errada! - Falei tentando me mexer
-Não pegamos a garota errada não, você é a mina certa, a mina de ouro! - O que estava com a arma apertou minhas bochechas, lado a lado e soltou de uma vez.
-O que vocês querem? - perguntei ainda sentindo a dor que ele me causou.
-Dinheiro, moça, dinheiro - o outro falou
-Eu não tenho dinheiro, sou sustentada muito mal pelo pai da minha filha
-Então vamos pedir a ele, tem que dá pela vida da donzela dele não é não? - riu com o outro.
-Ele não daria nada pela minha vida seus idiotas, eu não tenho nada de valioso. Vocês me pegaram saindo de um taxi, onde já se viu pegar uma pessoa que sai de um taxi? Vocês planejam um assalto muito mal - Reclamei irritada
-OLHA AQUI GRACINHA, EU NÃO ESTOU SENDO PAGO PRA VOCÊ DIZER COMO E QUEM EU DEVO SEQUESTRAR, ESTA ME OUVINDO? Então cala essa boca que você faz melhor!- O que estava com a arma na mão veio pra cima de mim apertando minha garganta, só deu tempo de respirar depois dele ter se afastado.
-É melhor você ficar quieta, moça!
-Vocês me sequestram e não sabem nem meu nome? - Falei abismada com a inteligência que eles tinham.
-Estamos só cumprindo o que nos mandaram fazer.
-Eu estou com fome, quanto tempo eu estou amarrada? - Disse me mexendo
-Já são oito da manha e te sequestramos no final da tarde de ontem.
-Estou com fome! - Falei nervosa.
-Já vou ver o que você vai comer. - Ele falou saindo e eu suspirei irritada. Afirmei a vista e jurava que era o meu celular que estava em cima de uma mesa, se não fosse meu celular eu ia utiliza-lo logo que eu me soltasse.
Em alguns intermináveis minutos o cara que saiu a procura de comida pra mim, voltou com uma quentinha, que em minutos depois descobri que aquela comida estava gelada.
-Você poderia me soltar? Estou presa e não vou comer igual um animal!
-Espera aí! - ele colocou a quentinha no chão e começou a desamarrar, era a minha chance, mas tinha o outro que era mais durão e ele estava armado.
-Se você fizer alguma gracinha já sabe, eu esqueço todo dinheiro envolvido e te deixo aqui morta! - o outro apareceu da porta observando o que o outro fazia. Ele desamarrou minhas pernas e não deixou de se aproveitar em olhar para minas coxas. Ele levantou com um sorriso e desamarrou enquanto eu esticava minhas pernas com o intuito da minha circulação voltar ao normal. Terminando de me soltar ele me entregou a quentinha que eu percebi que não tinha nada de quente.
-Isso está gelado! - Olhei pra ele
-Achamos que você acordaria de madrugada e trazemos isso.
-Você acha que eu vou comer isso frio esta enganado!
-Lindinha, ou você come ou fica com fome! Eu comi e estou satisfeito, é escolha sua! - O outro que estava na porta falou.
Suspirei deixando a comida no chão. - Que linda, vai ficar mais gostosa magrinha! - Ele me olhou de cima a baixo. - Nem precisava mas já que faz questão... - deu de ombro - Amarra ela de novo! - Ele ordenou pro outro que me olhava
-Estou apertada pra ir no banheiro - Falei antes que ele me amarrasse
-Não tem banheiro aqui!
-E onde vocês fazem? - olhei espantada.
-No mato
-E onde é esse mato?
-Lá fora, moça.
-Ok, não tem mesmo um banheiro aqui né? - tentei confirmar - então vou ter que fazer no mato mesmo
-Coloca a corda nela e vai, essa mulher cheia de frescura não vai deixar você ficar olhando! - O outro que estava ainda na porta disse e o que estava perto de mim assentiu fazendo o que o "chefe" mandava.
Ele me levou até uma moita meio distante, tinha uma chance de fugir, enquanto eu fingia que fazia xixi eu me desamarrava e partia, só queria que aquilo desse certo. O nó que ele deu não foi tão difícil tirar no pulso, enquanto caminhávamos pelas arvores, eu discretamente desamarrava, quando chegamos numa moita que era bem fechada, fiz ele virar de costas e eu consegui correr, já tinha me afastado bem mas já percebi que ele tinha sentido minha falta, corri mais, bem mais, mas não conseguia sair daquelas arvores e achar uma estrada. As vozes deles davam indícios que eles chegavam cada vez mais perto de mim e me fez querer correr bem mais do que eu podia, cheguei a torcer o tornozelo mas voltei a correr. Percebi que tinha uma estrada bem diante de mim mas não passava se quer um carro naquele instante. Só dei conta que eles tinham me visto quando senti uma dor aguda no meu pé, não seria a torcida que eu tinha dado, seria? Senti que não podia mais colocar o pé no chão ai sim percebi que tinha tomado um tiro bem no meu pé.
-Sua desgraçada! Filha da puta! Era pra eu ter te matado de uma vez! - o "chefe" falou me agarrando pelos cabelos.
-Me mata de uma vez! - falei nervosa, sentindo uma vontade de chorar. Era pra eu ter corrido mais.
-Minha vontade era essa. Mas não ia prestar! Agora não pode correr mais. Esta com o pé fodido. Nem preciso te amarrar.
...
-Pronto, agora fica quietinha ai! - ele me colocou sentada no colchão imundo que tinha ali. Só queria saber o motivo de eu estar ali? Com certeza não era pelo Luan. Qual é? Sou só a mãe que ganha a pensão da filha do Luan Santana. Tinha tanta gente mais importante pra eles pegarem. Esposa, irmã, mãe, pai, primos, o próprio. E justo ia pegar a mãe da filha do Luan? Não que eu quisesse que eles estivessem em meu lugar mas eu também não merecia isso. Me poupem, eu queria sair logo dali, meu pé doía e aquilo me frustrava.
Não sei ao certo mas acabei escutando uma outra voz diferente das que eu já ouvia de mais cedo, preferi ficar atenta até começar a ouvir os sermões que a voz desconhecida dava nos dois que eu já tinha visto...

Quem será que é a pessoa que mandou sequestrarem a Bianca??? Alguém chuta?
Nossa estou muuuuuuito boa e to postando mesmo assim
Mas quero comentários viuuu

Capitulo 33

Narração da Bianca
Realmente eu não tinha sorte no amor, nem eu sendo verdadeira. Matheus terminou comigo por eu ter feito programa com o seu pai, eu tive que aceitar. Laura logo me recebeu dizendo que sua casa ficaria mais alegre com a sua sobrinha. Já fazia duas semanas que eu levantava da cama obrigatoriamente, não tinha vontade de viver, Deus realmente estava me punindo por algo que eu fiz em outras vidas.
Laura pedia pra fazer sempre compras e eu ia, pelo menos tinha que ajudar em algo pra ela.
Sabe aquela sensação de alguém esta te olhando e você procurar e não achar ninguém? Pois é. Acho que eu estou ficando louca.
Fui ao mercado comprei o que tinha que comprar e fui pra casa com a mesma sensação, alguém me vigiava de algum jeito.
Estava percebendo que o dinheiro que o Luan me dava estava me fazendo falta, eu precisava ignorar meu orgulho e ir atrás dele.
-Quer que eu vá com você? - Laura perguntou depois de eu resolver ir atrás do Luan.
-Não precisa, eu vou rápido e volto
-E se rolar algo a mais entre vocês?
-Não vai rolar, vou levar a Isabel. Ela esta com saudade dele. - falei me sentindo culpada.
-Tudo bem então. E o taxi?
-Eu entro ate o condomínio e faço o Luan pagar o taxi - ri
-Tudo bem então moça. Boa sorte.
No outro dia acordei cedo, fui chamar a Isabel mas ela resmungou e eu tive que liberar a surpresa logo.
-Vamos ver o papai, amor. Vamos! - ela logo levantou toda animadinha. Dei banho nela e a arrumei muito bem, Luan não ia ter o que reclamar quando a visse. Me arrumei e quando terminei fui fazer o café da manha, dei o lanche a Isabel e comi o meu. Quando sai tive a mesma sensação e aquilo era ruim demais. Peguei o taxi e fui até o condomínio, pedi pro motorista esperar e toquei a campainha e logo apareceu ele.

-Papai! - Isabel já saiu do meu colo indo pro dele que a abraçou sorrindo.
-Que saudade minha princesa - ele a beijou. - Entra Bianca. - ele me deu passagem mas eu continuei
-Me dá dinheiro pra pagar o taxi? Estou sem dinheiro
-Teu macho não te dá dinheiro não? - falou irônico abrindo a carteira e tirando uma note de cem. Me deu e eu fui ate o taxista que me esperava, paguei e esperei pelo troco, ele me devolveu e voltei.
-Entra ai, Bianca- ele já disse entrando
-Não quero entrar na sua casa, podemos conversar na sua outra casa? - pedi
-Aline não esta, entra logo - ele disse por fim e eu entrei vendo a sua casa um pouco diferente da ultima vez que entrei. - O que você veio falar comigo?
-Queria saber porque não esta dando a pensão que a Isabel precisa - perguntei me sentando.
-Você sumiu, nem me deixou eu ver a minha filha a mais de um mês.
-Você me expulsou de casa, Luan.
-Bianca não venha bancar de boa moça que você não é, estava com outro na minha casa.
-Era meu namorado
-Era? Não é mais? - se acomodou no sofá com um sorriso vitorioso
-Terminamos
-Por isso que veio correr atrás de mim não é?
-Sua filha precisa, e consequentemente preciso trabalhar
-Então trabalhe, deixa a Isabel com a minha mãe e cai dentro de um trabalho digno - ele falou
-O problema, Luan que eu preciso de fazer uma faculdade
-Então faz, o que esta esperando?
-E a Isabel, Luan?
-Já disse pra deixar com a minha mãe. Ela gosta da Isabel
-E onde vou morar?
-Onde tem ficado? - perguntou sínico
-Eu encontrei a minha irmã - ele me olhou assentindo
-Meu pai falou com ela
-Como assim falou com ela? - perguntei
-Ela apareceu no meu escritório, e meu pai estava lá. Ela pediu ajuda que você estava precisando de mim. Mas to vendo que fome vocês não estão passando, a Isabel ate cresceu de lá pra cá
-Luan você não sabe o que é passar fome e eu nunca deixaria a minha filha passar o que eu sei o que é passar fome.
-Você nunca me disse que já passou fome - ele me olhou serio
-Isso não vem ao caso- dei de ombro - estou morando com a minha irmã, ela me acolheu
-Que exemplo de imã você tem. Agradeça a ela - falou irônico
-Para com essas ironias. Só que eu não posso ficar sem trabalhar na casa dela, sem pagar nada né? Estou sem dinheiro
-Pois trabalhe... Vai atrás de um emprego e de uma faculdade. Já vi tantas garotas fazendo isso porque você não pode?
-Eu tenho uma filha, Luan
-Eu sei... Minha mãe pode cuidar da Isabel enquanto você trabalha e faz faculdade. Ai você continua na casa da sua irmã e pronto, tudo fica perfeito.

Suspirei derrotada, André me mataria. Acabei concordando com aquilo e ele falou que ia pensar em quanto ia me dar da pensão da Isabel, já que ela ia ficar mais tempo com a mãe dele do que comigo.
Acabei deixando a Isabel com ele, ele disse que ia pra casa dos pais dele ficar com ela lá, e dormiria também com ela lá. Acabei deixando. Voltei pra casa com uma mão na frente e outra atrás, Luan apenas me deu o dinheiro do taxi.
Sai do taxi e alguém me prendeu, um pano tampou meu rosto e eu desacordei.


Narração do Luan

Quando eu cheguei na casa dos meus pais, eles ficaram surpresos com Isabel no meu colo que logo desceu atrás do puff que estava latindo pela casa.
-Onde achou a Isabel, Luan?
-Bianca apareceu lá em casa, queria que voltasse como era antes. Mas eu a cortei dizendo que ela não ia depender de mim mais.
-E o que você disse?
-Disse que ela deve arrumar um emprego, ai ela disse que precisava de fazer uma faculdade - dei de ombro - falei que ela devia fazer os dois e deixar a Isabel com a senhora
-Eu não ligaria de cuidar da minha neta. - minha mãe sorriu alegre
-Pois então... Ai ela disse que procuraria. Espero que ela faça isso mesmo. Não sou obrigado a bancar ela sempre.
-E cadê ela?
-Foi pra casa da irmã dela, aquela que procurou ajuda no escritório.- dei de ombro outra vez - Agora quero saber onde esta a minha princesa, deve esta aprontando! - levantei do sofá a procurando. Segui pra cozinha e fui pra área de serviço e a encontrei tentando abrir a porta do puff que estava preso.
-Oh gordinha do papai.
-Abi - pediu pra abrir e eu neguei rindo
-Vamos comer primeiro? - perguntei me aproximando dela a coloquei no meu ombro com ela gritando que ia cair. -Se cair o papai segura - ri a colocando no balcão sentada.
-Oi gente, cheguei! - Bruna entrou pela porta e olhou surpresa pra Isabel.
-Bubu! - Isabel já queria descer pra falar com a Bruna.
-Oi meu amor - Bruna a encheu de beijos e ria dela lembrando dos batons da tia. - Daqui a pouco a tia passa o batom.
Isabel não sabia falar muito e só dizia os nomes das pessoas que apareciam, como eu me chamava de pai ela toda vez que me via gritava um "papai", a mesma coisa acontecia com as pessoas que ela via diariamente.
-Como conseguiu trazer a Isabel pra cá e cadê a Bia? -Perguntou quando distraiu minha filha com seu celular.
-Conversamos e ela ta morando com uma irmã dela - dei de ombro sem contar muita coisa
-Ela vai continuar morando lá?
-Vai, agora eu não quero mais saber da Bianca, o que me interessa mesmo são as minhas responsabilidades
-Credo, Luan. Você não era assim - Bruna pegou a Isabel
-Ela vai comer agora - falei e ela acabou deixando a Isabel na cozinha mesmo.
Preparei uma salada de frutas com as frutas que tinha em casa e ela adorou, até repetiu. Isabel acabou esquecendo do Puff o que me deixou aliviado, ele estava velhinho e não queria brincadeira de crianças. Com a salada de frutas ela acabou se sujando e eu subi pra da banho nela.
-Bora tomar banho Belzinha? - Ela se animou, adorava banho na banheira. Fui tirar a roupa dela mas ela recusou.
-Papai não podi - Falou empurrando a minha mão
-Papai pode sim - ri voltando a tirar a sua roupa
-Mamãe falou que não podi
-Porque? - perguntei
-Menino não podi olhar menina sem ropa - falou se afastando e subindo na cama.
-Mas o papai pode porque o papai é o papai - ri com sua esperteza
-Podi?
-Pode. Papai só vai da banho - beijei sua bochecha e ela riu por conta da barba. Finalmente tirei sua roupa e ela correu pro banheiro, a banheira já estava cheia e só a coloquei vendo a sua animação com as espumas e seus brinquedinhos que tinha ali.
Depois do banho pareceu que ela ficou cansadinha e eu liguei a TV me deitei e ela se aconchegou deitando no meu ombro. Minha mãe apareceu com a mamadeira dela e tinha seu leitinho quente que ela tanto gostava que minha mãe fazia. ela mamou assistindo um dos seus desenhos e acabou pegando no sono antes mesmo de perceber.
Levantei e desliguei a TV. Sai me certificando que ela não cairia da cama. Naquela noite fui dormir bem tarde, conversei com a Aline por celular e ela só viria pra semana.
Dois dias depois...
Estava animado mais uma semana de shows, Bianca não foi buscar a Isabel em casa e fez com que a minha mãe fizesse muitos planos pra vó e neta no fim de semana. Me preocupei um pouco com a ausência da Bianca mas não que eu me desesperasse, eu me coloquei um limite que me estimulava a esquecer da Bianca. Eu não podia ficar pensando na Bianca por muito tempo.
-Ou boi, seu pai no telefone - Rober me desligou dos meus pensamentos.
-Meu pai? - questionei confuso. - Alô pai?
-Luan acho melhor você voltar pra casa nesse momento...
Aquilo não estava nos meus planos mas meu coração obedeceu meu pai e mandou o motorista contornar pra voltar em casa, meu coração quase saia pela boca sem ao menos saber o que estava acontecendo.


Vish :x o que será que aconteceu? A meta não bateu ontem né. Não sei onde estão as minhas leitoras que não comentam. Mas postei e se hoje não bater a meta vou desistir de postar.
10 comentários e eu posto!


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Capitulo 32

Narração do Luan
-Luan acorda, teu pai ta lá na sala querendo falar com você - Aline falou, eu ainda não estava raciocinando mas entendi bem, só não entendi bem o que meu pai fazia tão cedo assim.
-Meu pai? O que ele faz aqui?
-Também não sei, eu estava dormindo - Aline tirou seu roupão e voltou a se deitar, me levantei e usei o roupão já que eu estava de trajes nada adequado pra atender meu pai mesmo sendo o meu pai que me viu de tantos trajes inadequado.
Desci e meu pai pareceu um pouco aliviado ao me ver.
-O que aconteceu? - perguntei
-Luan uma moça apareceu no escritório hoje, ainda agora, eu estava lá, ela queria de alguma forma falar com você, ai eu a chamei pra conversar na minha sala, ela se chama Laura, ela disse que é irmã da Bianca, a Bia chegou a dizer que tinha alguma irmã?
-Não... A Bianca era muito reservada com esse lance de falar da família, ela é muito sentimental, acho que ela ate perdeu a família por algum motivo - dei de ombro - mas essa mulher veio procurar pela Bianca?
-Não. Ela disse que já se encontrou com a Bianca, já conversaram bastante, só que ela tá preocupada com a irmã que esta na casa do namorado. Acho que é o Matheus, você me falou dele não é?
-Sim, ela que quis morar com ele. Não a forcei - dei de ombro
-Ela disse que o pai do namorado dela esta assediando ela
-Como que ela sabe disso?
-Não sei, ela me disse que queria muito que você ajudasse a tirar a Bianca de lá
-Não vou fazer isso, Bianca é grande
-E a Isabel? Ela é uma criança, responsabilidade sua
-A Bianca esta com raiva de mim e eu dela, não quero procurar por ela. Não sei nem porque o senhor me acordou tão cedo pra me dizer essas coisas. Bianca ta muito bem feliz com o cara lá
-Luan para de colocar suas magoas na frente desse problema. Você tem 31 anos e não 16. Tem responsabilidade com a sua filha, sabe se ela ta correndo perigo?
-Bianca sabe pra onde correr quando esta em perigo
-Mas Luan...
-Pai. Chega, eu quero dormir, logo na minha folga vem me encher de preocupação? Estou cheio de problemas já, Bianca graças a Deus arrumou outro trouxa pra sustentar ela. Bem eu estou agradecendo a Deus por saber onde a minha esposa esta. Agora o senhor deveria tirar férias com a minha mãe e relaxar um pouco.
Falei o despachando, aquele assunto me atingia em cheio o meu coração.
Meu pai mesmo protestando foi, como eu disse aquele assunto "Bianca" me fazia sofrer, era inevitável querer saber dela, abri o instagram dela e acabei me arrependendo, os outros preocupado e ela ganhando flores do namorado. Eu não era mais trouxa de correr atrás. Percebi que chorava e que me auto torturava dizendo que eu podia ser aquele trouxa que sustentava ela. Perdi a cabeça acertando meu celular na parede e me xingando outra vez por me fazer gastar atoa com outro celular.
Fiquei nervoso e sem sono, não queria voltar a dormir mais. Entrei no quarto e em silencio peguei uma roupa e me vesti, desci e peguei as chaves.
Liguei o carro e segui caminho sem rumo, só senti que andei por muito tempo quando vi as lojas fechando, por ser feriado em São Paulo, os comércios fechavam mais cedo e dava lugar a barzinhos e casas de shows. Voltei pra casa e o carro do meu pai estava ali, desci e entrei dentro de casa sendo abraçada pela minha mãe toda preocupada.
-Luan fiquei tanto preocupada, meu filho - falou me analisando.
-Estou bem, fui andar um pouco. - sorri tentando mostrar que estava bem
-Não levou celular, amor - era a vez da Aline.
-Nem senti falta do celular, mas foi bom - sorri pra ela mas ela e conhecia bem, depois teria que pensar numa desculpa.
-Me deixou preocupado - meu pai falou troquei olhares com ele e eu suspirei.
-Estou com fome - falei mudando de assunto
-Margarete fez frango com pequi - Margarete era a empregada
-Tudo bem. Vou tomar banho e já volto. - falei subindo e tomei um banho longo, com os meus pensamentos longe.
Quando sai dei de cara com a Aline, nem tinha pensado qual desculpas da a ela.
-Cadê meus pais?
-Já foram. Por que saiu de casa tão perturbado?
-Meu pai veio me encher com papo da Bia, eu só fiquei preocupado com a Isabel
-Luan quantas vezes eu te disse pra deixar essa garota pra lá?
-Mas é a minha filha, Aline
-E eu sua mulher.
-Você não aprende né? Eu amo a minha filha, não é você e nem ninguém que vai me afastar dela
-Você se afastou e não percebeu, ou acha que ela lembra de você ainda. Bianca estragou ela, te privando de conviver com a sua filha
-Não fala assim dela - Falei nervoso. - você não sabe de nada Aline, então não fala da minha filha
-É tudo sua filha, você acha que ela é tudo e não ver que ela só estraga o nosso casamento, foi um erro eu ter aceitado toda essa palhaçada de ficar casada com você e você ter uma filha fora do nossa casamento. Não acha que você só da valor a sua filha e esquece que tem uma esposa?
-Aline você é adulta, qual é o motivo de ter ciúmes da minha filha de um ano? Sei que ela não veio no momento certo mas veio, se não fosse pra ser Deus não me daria essa responsabilidade, não vou deixar de cuidar da minha filha
-Você ta deixando de ser pai dela quando não a ver mais. Bianca te privou disso.
-Já chega de falar da Bianca, eu quero esquecer ela e vocês colocam ela na minha cabeça. Por isso saio de casa sem falar com ninguém, fujo um pouco das minhas responsabilidades. Mas quando eu chego sou o errado sempre e a culpada de tudo é a Bianca.
-Mas é claro que ela sempre é a culpada. Te fez me trair, eu sou a única que não esta errada e posso julgar.
-Aline não me venha em falar em julgamento. Eu fui o errado, te traia na sua frente e você foi cega, não acha que seu amor é doentio?
-Para com isso, eu sempre te amei, quando eu me fingia de cega era por amar você, mas uma traição que gerou uma criança? Já é demais querer aceitar tudo
-Se não aceita porque não vai embora? Me larga, você não é obrigada a ficar comigo - falei nervoso
-Não, não. Eu não vou te largar de jeito nenhum. Eu te amo e eu sei que você me ama também. Não é Bianca e nem filha nenhuma que vai nos fazer se afastar - me abraçou e me beijou mesmo não correspondendo - Eu te amo.
Eu assenti, sem dizer nada, eu não a amava e ela tinha um amor doentio por mim.
Acabei descendo pra comer, estava realmente com fome. Hoje teria show na capital mesmo, então logo que terminei de comer subi indo me arrumar, a noite foi como qualquer outra, forcei um sorriso falso e posei pra fotos e só no palco me senti bem. Parece que a idade chegava e o corpo já sentia, o que antes era divertido hoje em dia era doloroso. Uma fã invadiu o palco e não deu tempo de nenhum segurança a segurar, ela montou no meu corpo e eu só deu tempo de nos equilibrar pra não irmos ao chão, aquilo seria ate engraçado mas a dor nas costas que vieram depois me causou muitos xingamentos e zoações dos meus amigos.
Duas semanas se passaram e aqui estou eu com saudades da minha princesinha me chamando de papai, deveria esta grandona, crianças crescem rápido dessa idade e ela sempre me surpreendia. Estava tão entediado olhando uma foto minha e da minha neném que eu acabei dormindo. Sonhei com um outro bebê, ele era um menino, Isabel estava maior, e ela corria envolta dele animada. Logo o menino levantou, era um bebezinho ainda, ele tentou da alguns passos e quase foi no chão se não fosse a Isabel que o segurou rindo, aquilo me fez rir da maneira que ela cuidou pra ele não cair. Minha princesa cuidou segurando nas mãos do garotinho mas ele enfezado soltou das mãos dela e deu três passos rápidos e parou se equilibrando sozinho.
-Pai, olha só! - Isabel gritou olhando na minha direção, e eu apenas sorri feliz, eu queria aquela paz que eu sentia naquele sonho. Senti a presença de alguém no meu lado e senti abraçado.
-Nosso menino cresceu...
Acordei perturbado com aquele sonho, não queria que fosse realidade, era a Bianca ali do meu lado, falando do nosso menino, um menino?
Eu realmente estava ficando maluco, não podia acontecer de eu ter mais um filho justamente com a mulher que me deu um golpe da barriga.





Luan está enlouquecendo uashaushauhsau. Até quando o Luan vai se nega, em acreditar que ele ama mesmo é a Bia?
Estão curtindo a historia? Quero opiniões de vocês, é muito importante.
10 comentários e amanhã terá dois capítulos.


Capitulo 31

Mais uma semana e o Matheus foi viajar, a gente estava brigado e ele foi com a ideia da gente esfriar a cabeça, eu estava sozinha com a Isabel mas ela dormia tranquilamente no quarto agora decorado.
Liguei pra Laura e disse a ela o meu novo endereço e ela quis vir pra saber o que aconteceu, então mandei ela vir.
Aproveitei pra fazer um bolo, estava com vontade de comer bolo, fiz a massa do bolo e a campainha coou fui atender, imaginando ser a mãe do Matheus outra vez, já que os parentes dele são liberados a subirem sem ser anunciados. Mas me surpreendi, era o pai dele, me olhou de cima a baixo e sorriu, eu lembrei daquele sorriso.
-Sabia que eu não tinha me enganado - sorriu invadindo a casa sem ser convidado.
-O que o senhor esta falando?
-Eu lembro de você, em Curitiba... Quase me enganou dizendo que era moça direita, você mudou muito, era uma menina quando te vi - sorriu tocando meu rosto e eu recuei.
-Não sei do que esta falando - falei nervosa
-Sabe sim. Te paguei um preço alto, meu filho não vai gostar nada de saber que colocou na casa dele uma prostituta - ele tocou minha cintura e eu tirei a mão dele rapidamente.
-Eu não sei do que o senhor esta falando
-SABE SIM! Ou então vou refrescar a sua memoria - ele me prendeu no sofá e com força se deitou por cima de mim
-Sai daqui seu pervertido, eu vou gritar - falei me debatendo
-Eu gosto quando grita! -ele rasgou minha blusa e me assustou, só escutei um barulho e em seguida vidros caindo.
-SAI DAQUI ! - era a minha irmã que tinha tacado algo de vidro nele.
-Vocês me pagam! - ele gritou se afastando.
-Vou te denunciar seu pervertido - Laura disse nervosa pra ele
-Denuncia e eu conto pro Matheus que eu sei que você é uma prostituta! - ele disse saindo. Chorei nervosa com tudo aquilo e a Laura me abraçou.
-O que aconteceu? - Laura perguntou depois de eu ter sessado o choro.
-O pai do Matheus foi um dos clientes que eu tive. Eu não lembrava dele e ele acabou lembrando de mim.
-E ele veio fazer o que?
-Veio tentar me usar. Eu não sei como vou suportar esse homem e ainda esconder do Matheus o meu passado
-Conta a ele, o que pode acontecer é ele não aceitar isso
-E eu vou pra onde? Luan não quer me ver.
-Vai pra minha casa, não acha que eu deixaria a minha irmã e minha sobrinha na rua né - me abraçou. Chorei mais um pouco e depois lembrei do bolo que eu estava fazendo ate o pai do Matheus aparecer. Coloquei o bolo no forno e fiquei conversando com a Laura que contava sobre seus dias me fazendo esquecer do ocorrido.
Isabel acordou e a Laura já encheu a sobrinha de beijos falando que ela se parecia comigo quando era pequena.
-Sabe que eu estava pensando a um tempo atrás?
-Hm? - resmunguei fazendo ela continuar
-O papai nunca tocava na mamãe, e ela fazia aquilo por causa do papai, será que não somos filhas do papai?
-Aí Lau, porque vem com isso agora? Eu já carrego uma raiva do meu pai por ele ter feito a gente sofrer tanto, aí vem você falando essas coisas, eu sofri a gravidez da Isabel por tudo que ele fez a minha mãe sofrer, só de saber que ela não teve paz um dia se quer me faz ficar angustiada
-Ai Bia, desculpa, eu não presenciei muita coisa do que aconteceu- me abraçou novamente se sentindo culpada. Mas era a nossa realidade. infelizmente.
-Eu praticamente vi a nossa mãe morrer, ela não aguentava, já usava drogas nos últimos dias de vida. E eu fechava os olhos pra aquilo.
-O papai fez tudo de ruim pra gente, como será que está a Julia? - Julia, a nossa irmã caçula, a deixei com o coração na mão.
-Eu a deixei lá, não sabia pra onde eu estava indo e então a deixei lá. Ela era tão nova. - chorei
-Ela deve esta com 17 anos né?
-Não, ela tem 16. São 4 anos de diferença pra cada irmã, você tem 24 - sorri de lado sabendo das idades de cada uma.
-Luan sabe disso?
-Não, nem tenho vontade de contar, ele sentiria mais pena de mim. - virei o rosto enxugando as lagrimas.
-Deveria contar
-Tá louca? Ele já acha que faz caridade em ter me dado uma casa imagina se souber que eu sofri tanto quando era criança.
-Ele não tem cara de fazer as coisas por carência, eu acho que ele fez porque gosta de você.
-Gostava de transar comigo, isso sim. Depois ele ia embora e eu ficava com cara de taxo. Não quero isso pra mim. - me servi de bolo e comi mais.
-E ele não te procurou mais depois?
-Não, nem quero. Ele tirou o dinheiro da pensão da Isabel, acredita?
-Acredito, te encontrar na cama que ele te pegou sempre é difícil pra um homem lidar - riu irônica
-Ele é casado, Laura, casado. O que ele quer de mim mais?
-Acha que casamento é tudo? Ele sai de casa pra procurar coisa boa. Quer dizer que o que ele tem em casa não é suficiente.
-Ah e eu sou o suficiente pra ele comer e voltar pra vida dele perfeita né? E ainda da entrevista falando que ele traiu mas que o amor venceu. - falei irônica 
-Ah eu vi isso ai. Aquela cara dele não convenceu ninguém- riu
-Luan tem que tomar um choque de realidade, isso sim. Preciso de um emprego pra não depender dele.
-Faz publicidade e marketing igual sua irmã aqui? - sorriu animada
-Bem que eu queria fazer uma faculdade boa e ter um emprego bom mas eu quero dinheiro rápido
-Então volta a fazer programa, porque não tem trabalho que te da dinheiro rápido como esse
-Não volto nem a pau.
-Então, linda, procura uma boa faculdade e entra.
-Me ajuda - pedi juntando as mãos e ela riu de mim

Ficamos a noite toda pesquisando uma faculdade aqui por perto, eu devia procurar algo que me agradece, algo que eu visse que eu não ia me arrepender.
Laura dormiu aqui por pedido meu, não queria ter o desprazer de abrir a porta e encontrar o pai do Matheus ali novamente.
No outro dia seguinte ela teve que ir pra trabalhar e me aconselhou a falar toda a verdade pro Matheus, só que eu não me via falando essas coisas pro Matheus de jeito algum.
Mais um dia se passou e o Matheus chegou, com um buquê de flores lindas, nunca tinha ganho uma e estava boba com aquele mimo que eu decidi atualizar meu instagram com uma foto dela.
-Como foi seu dia? - Me sentei no seu colo o mimando
-Uma correria - sorriu de lado
-E você? To te achando tão tristinha, não andou dormindo direito? - ri de lado.
-Preciso contar algo... - falei me afastando e me sentando ao seu lado invés de sentar e seu colo.
-Fala... Tá gravida é? - brincou sorrindo bobo
-Não... me deixa falar. - respirei fundo - Não me interrompe, deixa eu falar a historia toda e depois você da a sua opinião
-Tá ok.
Contei com ele me olhando e fui falando de tudo que me aconteceu quando ainda existia a minha mãe, contei como fui pra fora de casa e ele parecia indignado, comecei a contar como sobrevivi nas ruas e depois contei do André, comecei a contar como sobrevivi na boate.
-Daí veio o primeiro encontro com o primeiro cliente...
-Você fez programas? - ele perguntou serio, não tinha como saber se ele tinha digerido bem a historia toda
-Fiz...
-E onde entra a Isabel, e o Luan? - Ele levantou meio perturbado com tanta informação.
-O meu primeiro cliente foi o Luan mas não engravidei dele de primeira...- contei vendo ele me olhar com fúria
-Você se vendeu pra ter uma vida boa? E agora que o Luan não te quer mais vai atrás de outro cara?
-Não, não Matheus. Olha que eu to te contando, você acha que eu queria te dar o golpe eu te contaria isso?
-Não sei, não sei...
-Eu realmente quero esquecer o que me aconteceu, quero arrumar um emprego...
-Porque me contou essa historia? Estava tão bom sem eu saber... - ele falava meio perturbado
-Matheus eu to te contando isso porque o seu pai foi um dos meus clientes, ele se lembrou de mim ainda... - falei com os olhos cheios de lagrimas




10 comentários e terá mais um hoje.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Capitulo 30

Narração do Luan
Dois dias depois com a cabeça mais fria  fui na casa dos meus pais novamente e fui falar com a Bruna.
-Bruna fala com a Bia, pergunta como ela ta- falei me deitando na cama dela
-Não vou me meter no meio das tuas furadas
-Para com isso Bruna, eu to preocupado com ela. Poxa
-To nem ai, vai atrás você dela, eu to bem aqui, quem fez a besteira foi você.
-Mas você é a amiga dela, ela não vai deixar de te atender.
-Ué não era você que não queria a nossa amizade? - falou sarcástica
-Bruna facilita - falei sem paciência.
-Você deveria facilitar desde o começo, mas quer que as pessoas facilitem por você.
-Tudo bem Bruna, eu vou lá na casa da Bia. - falei me levantando e me despedi dos meus pais. Peguei meu carro e segui ate a casa da Bia, abri a porta e estava em completo silencio, certeza que elas estariam dormindo, subi as escadas e passei no quarto da Isabel antes de ir no quarto da Bia, Isabel dormia tranquilamente, dei um beijo por seus cabelos e a cobri melhor, ela se mexeu um pouco e enfim sai deixando a porta entreaberta, segui pro quarto da Bia mas me arrependi de ter aberta aquela porta e de ter vindo ate aqui pra pedir desculpas...


Narração da Bianca


Estava dormindo mas acabei escutando uma voz masculina e acabei abrindo os olhos desacreditada no que eu via, era o Luan.
-Seu desgraçado, filho da puta, como ousa a dormir na mesma cama que eu paguei, seu filho da puta - Luan segurou o Matheus pela gola da blusa e deu-lhe um soco.
-Luan para- tentei entrar no meio mas o Luan me empurrou com brutalidade
-Sai daqui sua vagabunda! SAI DA MINHA CASA!
-Vou sair mesmo, vou sair da sua vida. Você é um doente - falei chorando, peguei minhas roupas e me vesti o mais rápido possível.
-Sai, sai mesmo. - Ouvi o Luan gritar. - e você filho da puta, é muito cara de pau de vir dormir na minha casa.
-Vamos Matheus - Falei enxugando as lagrimas. Saímos do quarto e eu já ia no quarto da minha filha.
-Você não vai levar a Isabel.
-Ela é a minha filha, eu vou levar ela sim. - Falei o afrontando
-Ela é minha filha também e eu vou ficar com ela, se você não quer que a minha filha não fique com a Aline então não venha querer que eu deixe que ela fique perto desse cara - Luan me impediu de ir ao quarto dela.
-EU vou levar a minha filha querendo você ou não. Matheus é legal com ela, eu tenho motivos pra não deixar a Aline chegar perto.
-Mas eu tenho motivos pra minha filha chegar perto dele - Luan cruzou os braços e eu o empurrei indo rápido ao quarto da Isabel, Luan ate correu mas parou na porta antes de assustar a filha.
-Vamos filha, levanta, vamos sair. - falei acordando a minha filha logo troquei a roupa dela e mesmo sonolenta. Sai do quarto levando apenas uma bolsa com roupas pra Isabel.
-Matheus você pode me da uma carona? - pedi
-Claro, não precisava nem pedir. Vamos pra minha casa. - Coloquei a Isabel no banco de trás do carro dele e ainda entrei dentro de casa pra ver onde o Luan estava, ouvi vidros serem quebrados no andar de cima mas não fui até lá, Luan estava nervoso e eu também.
Entrei no carro e o Matheus dirigiu em silencio.
-Matheus, me desculpa pelo Luan, ele se acha o dono de tudo só porque sustenta a filha dele.
-A casa é dele não é?
-É sim, só que isso não tem nada a ver com que ele fez. Eu tenho direito de namorar quem eu quiser. - falei
-Vamos lá pra casa né, a gente fica lá e você constrói um novo passo pra gente. - ele sorriu pegando na minha mão
-Matheus eu ate acho fofo da sua parte mas eu peço a minha irmã um espaço no apartamento dela - falei sem jeito
-Bia, vamos comigo. Vai ser melhor pra gente - ele sorriu tentando me convencer 
-Eu não quero atrapalhar, Matheus
-Você nunca vai atrapalhar
-Você nunca fica muito tempo aqui em São Paulo, é melhor eu ficar com a Laura.
-Bom você é quem sabe, mas saiba que eu ia amar acordar sempre ao seu lado, experimentar da sua comida - ele sorriu me convencendo
-Tem certeza?
-Claro que eu tenho, sempre quis ter uma família com uma mulher incrível e você tá dentro da minha exigência - sorriu
-Ah e quais são as suas exigências? - Ri
-Linda, cheirosa, dedicada, delicada, carinhosa, me ama e linda já falei né? - acabei rindo
-Ah isso não vale - rimos. Acabamos indo pro seu apartamento, Matheus ate organizou um quarto pra Isabel e depois decoraríamos.

Narração do Luan

Expulsei a Bianca da casa que eu tinha comprado pra ela viver com a minha filha por ela esta convivendo com outro homem, ela pensa o que? Que eu vou bancar a ela e ela pode conviver com outro? Se ela quer mesmo ficar com outro que ele banque ela, eu só tenho responsabilidade com a minha filha, eu só dava as coisas pra Bianca porque ela me despertava algo mas só que ela não me queria mais, queria era outro.
Passei a semana longe da minha filha, e passei os dias pensando em como a Bianca estava se virando mas logo lembrava que ela podia esta com aquele cara sendo feliz com outro e não comigo.
Fiquei com tanta raiva dela que não fiz o deposito mensal que eu sempre fazia, ela ia ter que correr atrás.

-Luan, Luan
-Fala Aline, não precisa gritar- falei irritado
-To te chamando e você ta ai pensativo, que foi amor? - sentou no meu colo me fazendo carinho na nuca.
-To cansado, só.
-Então deixa eu recuperar suas energias - beijou meu pescoço e me fez arrepiar.
-Não to muito afim, amor, serio.
-Amor eu estava pensando em ter um filho, não acha que já estamos bem de vida, temos um ano de casamento estável e seria ótimo pra nossa vida um bebê.
-Filho? Você não queria filhos - dei de ombro
-Não queria, mas se for pra te fazer feliz eu tenho quantos filhos você quiser.
-Serio? - sorri grande com a hipótese de ter um nosso filho, acho que mudaria muita coisa, nosso casamento ia unir mais e eu era louco pra ter um filho no casamento, sei que a Isabel veio de forma errada mas eu queria um outro filho, era um direito meu.
-Serio, que tal pararmos de usar camisinha hein? - sorriu feliz pra mim
-Ok, mas hoje eu to cansado. Na próxima a gente começa a tentar - a beijei tentando fazer ela esquecer.


Narração da Bianca


-Luan não depositou o dinheiro na conta - falei me sentando sem entender
-Ele deve ta com raiva. - Matheus disse
-Como vou sustentar a Isabel? Eu vou atrás dele e ele vai que que se explicar

-Ele vai dizer que você ta convivendo comigo, deixa assim, não tem problema eu te da o dinheiro pra o que precisar pra Isabel. - ele sorriu me abraçando - Ok? Fica calma  - ele me beijou.
Ta na mesma casa que o Matheus era bom mas a ausência dele era estranha, eu estava acostumada a ficar na casa que o Luan tinha deixado pra mim mas não numa casa diferente.
-Bom eu vou ter que viajar essa semana, vocês vão ficar bem sem mim?
-Vou sim - sorri
-Tudo bem então.


As semanas passaram e a mãe do Matheus vinha me fazer companhia, a companhia dela era boa mas o que ela tinha um grande erro, adorava falar do que seu filho gostava e do que ele não gostava. Isso as vezes irritava, não porque falava do seu filho mas porque vivia se gabando que ela o conhecia mais que eu, ok que ela é mãe dele mas tem coisas que ela não sabia e eu sabia muito bem. - se é que me entendem-.
Matheus depois de três dias longe voltou e passamos muito bem, mas como sempre dizem quando ajuntam as escovas de dentes tudo fica mais complicado e ficou, as vezes brigamos por coisa boba e virava uma bola de neve tudo aquilo.
O que realmente me preocupava era o André, ele ia sentir falta do dinheiro que não caiu pra mim e eu não depositei pra ele, não sei o que ia fazer.


Cheguei na madruga mas cheguei hahahaha Peço pra vocês comentarem, comentários impulsionam a fanfic

sábado, 2 de janeiro de 2016

Capitulo 29

Não acreditei que era a Laura minha irmã mais velha que tinha fugido de casa ali me abraçando.
-Laura, meu Deus como você mudou. - me afastei o suficiente pra olhar aquela mulher.
-Ah Bia não mudei muito, serio? - falou com uma cara de interrogação. - Você que mudou, você tinha 12 anos quando te vi a primeira vez, nem moça ainda era- deu de ombro e riu da minha cara. - É o seu bebê? - encarou a Isabel no meu colo
-Minha filha, Isabel. - apresentei
-Mentira que você colocou o  nome da nossa mãe nela? Que coisa mais linda - falou já pegando a minha filha e babando.
-Verdade, ela é linda não acha?
-Uma princesinha, uma bonequinha.
-Vamos em casa e como descobriu que eu moro aqui e o que queria com o Luan? - disparei a perguntar
-Vamos pra sua casa primeiro - sorriu de lado e então fomos pra minha casa com ela contando como veio pra São Paulo. 
Quando entramos em casa mostrei cada cômodo da casa.
-E como conseguiu ter essa casa? Porque eu tenho quase certeza que o Luan Santana é casado com outra - Ela revirou os olhos
-Ele é casado com outra mas me deu essa casa por causa da filha. Na verdade ele faz tudo pela filha por obrigação, ele disse isso tudo ontem. - suspirei lembrando de ontem
-Como assim?
-Ele disse que se pudesse voltava atrás pra nunca ter a própria filha, acredita?
-Mentira que ele disse isso? Ele acha que é o que?
Ai só quero esquecer isso - abaixei a cabeça querendo chorar.
-Ele maltrata ela?
-Não, ele da tudo que ela precisa, se preocupa, da atenção, mas não tira o erro que eu própria fiz
-O que você fez?
-Longa historia - ri
-Se quiser eu ate fico aqui ate amanha - riu
-Ok. Quando você saiu da casa dos nossos pais, a mamãe morreu né, te contei. - suspirei-  Ai nosso pai quis me vender como fazia com a mamãe- eu contei com algumas lagrimas nos olhos ao lembrar do que eu passei. - foi ai que eu fui morar na rua, não queria aquela vida. Um tempo depois parei numa boate, o cara logo abriu os olhos achando que eu queria fazer parte lá né mas eu não tinha idade, ele me quis pra lavar, limpar e fazer comida. Quando fiz 17 anos ele transou comigo e tals e eu não quis mais nada ai ele me colocou como prostituta na boate. O primeiro cara a me envolver foi o Luan...
-Ai você engravidou logo de cara? - me interrompeu desacreditada
-Não, passou alguns meses eu continuei a me prostituir, ganhava muito mas era com homens mais velhos que o André arranjava. Luan fez uma despedida de solteiro com os amigos na boate e lá rolou, ele estava bêbado e não usou camisinha.
-Você nem queria né - riu safada
-Não, o André me forçou a fazer, ele tem alguma coisa que nunca me contou com o Luan, pelo jeito nem o Luan sabe - dei de ombro -André é o dono da boate?
-Isso.
-E cadê ele?
-Em Curitiba, ele ganha uma boa grana. Me faz tirar do Luan
-E como você faz? Ele não mora aqui e não te daria a senha e o cartão da conta dele.
-Luan em questão de dinheiro é mão aberta, ele me dá uma boa quantia e eu não uso nem metade pra Isabel.
-Você sobrevive com menos da metade?
-Olha a casa que eu tenho Lau, claro que sobrevivo, sei economizar, sem contar que os pais do Luan sempre tem algo pra da pra neta, Luan sempre compra o amor da Isabel com brinquedos
-Nossa em duas horas descobri a vida miserável que o Luan Santana vive, ele esconde tudo isso com a carreira dele, não imaginava tudo isso.
-E você me diz o que veio fazer atrás do Luan.
-Vi uma matéria antiga circulando, vi uma foto sua quando era mais nova e uma mais recente e contando um pouco da historia, esposa do Luan é bem ridícula né? Mesmo sendo chifrada na maior cara dura não largou dele né - riu debochada
-E continua sendo chifrada - dei de ombro rindo
-Mentira que você ainda continua usufruindo daquele corpo desejável?
-Nem é tudo isso - dei de ombro
-Tem pau pequeno? - fez careta
-Não - gargalhei
-Ah então dá pro gasto
-Laura! - Tentei diminuir a risada.
-Ué, mas me diz ele fica contigo mesmo depois de tudo que você fez?
-É só eu fazer assim e ele volta - estalei os dedos - mas eu não quero. Mais de um ano e ele me trata como ele me conheceu, eu jurei não usar meu corpo e ele joga na minha cara que ele paga as minha contas e quer me usar quando quer, Mas apresenta a esposa dele pra todos enquanto a mim é a mãe da filha dele.
-Mas ele também tá certo né? Você tá usando o dinheiro dele pra dá pra outro.
-Quero que o Luan se foda. Mas mudando de assunto. To namorando - Falei animada
-Quem?
-Você não conhece. Ele se chama Matheus, tem 27 anos é arquiteto, tem casa no Rio, no Centro e em Santos.
-Ui rico - se gabou
-Ele é um cara muito especial..
-Hmmm ta apaixonada é? - me cutucou rindo
-Não sei. Luan mexe comigo e eu queria encontrar no Luan um cara legal, romântico, que me tratasse bem mas o que eu encontro nele é só um homem sem amor próprio, sem romantismo, que só procura mulher pra sexo. E eu encontrei por pura sorte o Matheus, um cara totalmente oposto do Luan, que me trata como princesa, me diz coisas bonitas, sabe cozinhar - ri - é carinhoso com a Isabel... - sorri
-É bom de cama? Isso que interessa
-Aff. To sendo carinhosa e vem você falar de sexo - rolei os olhos
-Ué, 99% do términos dos casais são por falta de sexo.
-É bom sim de cama - rimos
-Então tá perfeito, engravida dele logo e pronto.
-Golpe da barriga de novo? - ri sem animo
-Ué querida, vai que nesse você tem sorte? Com o Luan ficou na merda
-Você é ridícula - Ri
-Sou realista.
Ficamos conversando ate nos dá fome e decidi por nós duas que íamos comer fora. Arrumei a Isabel e fomos em um restaurante bom de São Paulo, comemos bastante e eu forcei a Laura a dormir na minha casa.
No outro dia seguinte acordei animada e já recebendo uma ligação do meu namorado, nunca imaginei que eu podia chamar algum homem de meu namorado. Ele disse que ia me buscar no final da tarde pra ir na casa dois pais dele, e mandou eu esta bem linda pra ele.
Laura foi pra casa depois do almoço e depois de me falar onde era seu endereço, telefone e redes sociais. Ela se deu muito bem aqui, no começo trabalhou de garçonete e hoje em dia fazia publicidade de marketing.
No final da tarde como combinado, Matheus veio me buscar, me elogiou e me beijou. Fomos conversando sobre a volta da minha irmã e eu omiti porque ela veio tão nova aqui pra São Paulo.
Conheci meus sogros e minha pequena cunhadinha que amou ver a minha filha, quis mostrar suas inúmeras bonecas e eu deixei depois da minha sogra liberar de bom agrado, conversamos e Matheus contou como nos conhecemos, meu sogro descaradamente me elogiou, e eu fiquei muito sem graça, sorri de lado fingindo não ver sua secada.
Matheus depois do jantar e de uma boa conversa fomos pra minha casa.
-Desculpa pelo meu pai, ele não pode ver uma moça bonita que fica de olho, é o jeito dele mas ele respeita - Matheus falou assim que sentamos juntos depois de eu ter colocando a Isabel na cama dela.
-Tudo bem - sorri sem jeito
-Eu sei que você ficou chateada, mas não quero que você fique triste comigo - ele sorriu de lado
-Pode deixar, não vou misturar as coisas. Dorme aqui? - Pedi pra acabar aquele assunto.
-Durmo! 
Subimos pro meu quarto e ele ate tentou tirar a minha roupa mas eu lembrava de todas as noites ali com o Luan e eu não consegui, coloquei a culpa no cansaço e fomos dormir, mal sabia eu que ao acordar me traria surpresas...


Ooooe. Apareci. Como passaram o fim do ano e o novo começo de 2016?
Mas voltando a historia, irmã da Bia apareceu haha. O que será que aconteceu na manha seguinte? hein hahaha. Opinem...